Foucault, governamentalidade e crítica

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O filósofo francês Michel Foucault é um dos autores mais citados nas ciências sociais e humanidades, muito conhecido por seus estudos acerca da prisão e da sexualidade. Seu diagnóstico da sociedade disciplinar e punitiva apresentado em Vigiar e punir (1975) influenciou um sem-número de pesquisas no direito, na penalidade e na teoria política. História da sexualidade (1976) mostrou que o poder é produtor de corpos dóceis e úteis para o trabalho e que a sexualidade não é reprimida, mas reapropriada produtivamente. Este livro influenciou campos como os estudos de gênero, a psicanálise, a teoria queer, a educação e os estudos pós-coloniais.

Nos anos seguintes, Foucault abriu o fertilíssimo campo de estudos da governamentalidade, que esclarece as relações entre disciplina, biopoder e neoliberalismo. Em 1979, ele fez um diagnóstico preciso do neoliberalismo: a forma-empresa como modo de vida, a redução da esfera individual ao “capital humano” e o governo pela disseminação do medo e da (in)segurança.

O tema da governamentalidade permitiu a Foucault matizar o diagnóstico de que vivemos em uma sociedade de controle. Mas será possível negar esse fato, sobretudo após as admiráveis e orwellianas medidas de controle surgidas após o 11 de Setembro? Para Foucault não se trata de negá-lo, mas de explicitar as relações problemáticas entre disciplina, segurança, controle estatal e a “liberdade” dos cidadãos nas sociedades ditas democráticas.

Neste livro, Thomas Lemke reconstrói a emergência da noção de governamentalidade na analítica do poder de Foucault e mostra a difusão dos estudos de governamentalidade num grande número de áreas de pesquisa. O livro explora a força teórica e a perspectiva crítica que o conceito oferece, tendo em vista os desafios políticos e sociais contemporâneos, incluindo aqueles colocados pelas tecnologias genéticas e reprodutivas. Indo além do que Foucault elaborou, Thomas Lemke esclarece as más interpretações e ambivalências às quais os estudos de governamentalidade deram origem.

R$45,00

características
O que é Governamentalidade?
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idioma: português

tipo: brochura

formato: 14 x 20 x 2 cm

páginas: 200

tradução, apresentação e notas: eduardo a. camargo santos e mario a. marino

design: juliano bonamigo

 

 

O FILÓSOFO FRANCÊS MICHEL FOUCAULT É UM DOS AUTORES MAIS CITADOS NAS CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANIDADES, MUITO CONHECIDO POR SEUS ESTUDOS ACERCA DA PRISÃO E DA SEXUALIDADE. SEU DIAGNÓSTICO DA SOCIEDADE DISCIPLINAR E PUNITIVA APRESENTADO EM VIGIAR E PUNIR (1975) INFLUENCIOU UM SEM-NÚMERO DE PESQUISAS NO DIREITO, NA PENALIDADE E NA TEORIA POLÍTICA. HISTÓRIA DA SEXUALIDADE (1976) MOSTROU QUE O PODER É PRODUTOR DE CORPOS DÓCEIS E ÚTEIS PARA O TRABALHO E QUE A SEXUALIDADE NÃO É REPRIMIDA, MAS REAPROPRIADA PRODUTIVAMENTE.

NOS ANOS SEGUINTES, FOUCAULT ABRIU O FERTILÍSSIMO CAMPO DE ESTUDOS DA GOVERNAMENTALIDADE, QUE ESCLARECE AS RELAÇÕES ENTRE DISCIPLINA, BIOPODER E NEOLIBERALISMO. EM 1979, ELE FEZ UM DIAGNÓSTICO PRECISO DO NEOLIBERALISMO: A FORMA-EMPRESA COMO MODO DE VIDA, A REDUÇÃO DA ESFERA INDIVIDUAL AO “CAPITAL HUMANO” E O GOVERNO PELA DISSEMINAÇÃO DO MEDO E DA (IN)SEGURANÇA.

O TEMA DA GOVERNAMENTALIDADE PERMITIU A FOUCAULT MATIZAR O DIAGNÓSTICO DE QUE VIVEMOS EM UMA SOCIEDADE DE CONTROLE. E SERÁ POSSÍVEL NEGAR ESSE FATO, SOBRETUDO APÓS AS ADMIRÁVEIS E ORWELLIANAS MEDIDAS DE CONTROLE SURGIDAS APÓS O 11 DE SETEMBRO? PARA FOUCAULT NÃO SE TRATA DE NEGÁ-LO, MAS DE EXPLICITAR AS RELAÇÕES PROBLEMÁTICAS ENTRE DISCIPLINA, SEGURANÇA, CONTROLE ESTATAL E A “LIBERDADE” DOS CIDADÃOS NAS SOCIEDADES DITAS DEMOCRÁTICAS.

NESTE LIVRO, THOMAS LEMKE RECONSTRÓI A EMERGÊNCIA DA NOÇÃO DE GOVERNAMENTALIDADE NA ANALÍTICA DO PODER DE FOUCAULT E MOSTRA A DIFUSÃO DOS ESTUDOS DE GOVERNAMENTALIDADE NUM GRANDE NÚMERO DE ÁREAS DE PESQUISA. O LIVRO EXPLORA A FORÇA TEÓRICA E A PERSPECTIVA CRÍTICA QUE O CONCEITO OFERECE, TENDO EM VISTA OS DESAFIOS POLÍTICOS E SOCIAIS CONTEMPORÂNEOS, INCLUINDO AQUELES COLOCADOS PELAS TECNOLOGIAS GENÉTICAS E REPRODUTIVAS. INDO ALÉM DO QUE FOUCAULT ELABOROU, THOMAS LEMKE ESCLARECE AS MÁS INTERPRETAÇÕES E AMBIVALÊNCIAS ÀS QUAIS OS ESTUDOS DE GOVERNAMENTALIDADE DERAM ORIGEM.