Entre servidão e liberdade

Lançamento dia 8/maio às 17:30

Local: prédio da Filosofia e Ciências Sociais – sala 24

rua prof. Luciano Gualberto, 315

Cidade Universitária USP / São Paulo

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Nos textos aqui reunidos, o professor de filosofia da USP Homero Santiago explora um campo situado entre servidão e liberdade.

A partir da pergunta de Espinosa retomada por Deleuze e Guattari – por que lutamos por nossa servidão como se lutássemos por nossa liberdade? –, o livro compreende servidão e liberdade como essencialmente correlativos e avessos a qualquer sentido absoluto: servidão remete a impotência, liberdade remete a potência; ora uma predomina, ora outra. Aqui aparece o problema ético fundamental: como passar de uma situação de predomínio da primeira para o predomínio da segunda?

Um cartão-postal de Nietzsche é mote para ressaltar e analisar alguns aspectos do espinosismo que, embora longe de serem inéditos, servem para desacreditar a compreensão e, sobretudo, a louca pretensão de um enfrentamento intelectualista da servidão. Esta não se combate só pelo saber, está enraizada em nosso próprio ser: aquilo mesmo que pode nos tornar livres é capaz de nos fazer servos e vice-versa. Em meio a Espinosa, Nietzsche e Antonio Negri, o livro trata do problema do possível, delimitando seu lugar no interior de um determinismo radical (o espinosano) e tateando suas implicações. O possível, como uma espécie de perspectiva que torna factível o trânsito entre servidão e liberdade, descortinando, assim, o campo próprio da ação humana, especialmente a política.

A partir de temas recorrentes em nossa realidade social e na situação brasileira recente – a polícia e seu pendor à violenta obediência abstrata, o papel do Estado, o dinheiro e a liberdade – o apelo às experiências tem a função de alargar as possibilidades de se pensar e aplicar os conceitos de servidão e liberdade.

 

Características

tipo: brochura 15,5 cm x 22 cm

páginas: 448