A anomalia selvagem: uma entrevista de Antonio Negri

A primeira edição de A anomalia selvagem: poder e potência em Espinosa foi publicada no Brasil em 1993 pela Editora 34. Em 2018, a Editora Politeia e a Editora 34 lançaram uma edição inteiramente revisada por Homero Santiago e Mario Marino. A extensa bibliografia de Espinosa mobilizada por Negri foi atualizada para refletir o desenvolvimento da pesquisa brasileira em Espinosa e as novas traduções brasileiras da obra do pensador holandês. Na ocasião do relançamento, Negri concedeu esta entrevista a Homero e Mario.

Na entrevista, Negri afirma que a partir da ruptura seiscentista abre-se na história da filosofia um caminho duplo que cabe a nós decifrar. De um lado, aqueles que constroem o Estado moderno (e capitalista) em suas variantes transcendentais (Hobbes e Hegel após Descartes). De outro, aqueles que pensam a democracia como espaço autêntico para a realização da liberdade na igualdade (Espinosa entre Maquiavel e Marx).

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Deleuze e Guattari: um diálogo sobre a subjetivação em Foucault

O que tem Guattari a dizer sobre as subjetividades reacionárias da sociedade brasileira? Como os movimentos molares de subjetivação e a mídia capitalista convivem com processos de subjetivação resistentes, as religiões de matriz africana e a subjetivação ameríndia?

Em 1985 e 1986 Gilles Deleuze ministrou dois cursos sobre o pensamento de Michel Foucault na Universidade de Paris. Para a penúltima aula do segundo curso, convidou Félix Guattari para debater acerca da subjetivação, um dos três eixos com os quais caracterizava o pensamento de Foucault. Nesse riquíssimo debate, travado à luz da história militante de Guattari e sob os ecos de 1968, tratam do tema atualíssimo da ressurgência das subjetividades reacionárias.

Como atualmente no Brasil, no 68 francês os vermes já estavam na fruta. Porém, ao mesmo tempo, o maio de 68 gestava uma série formidável de operadores de mudança, catalisadores dos eventos da época, cuja singularidade residia no fato de que seus desejos, palavras e ações não eram diretamente interpretáveis dentro das coordenadas da época, o que lhes permitiu criar os efeitos de ruptura que instauraram a novidade do 68 da qual ainda somos herdeiros.

Segundo Guattari, Foucault teria deixado demasiado autônomas as esferas do saber e do poder com respeito às esferas de subjetivação. O maio de 68 mostrou que os modos de existencialização, essa forma de construir a existência doutra forma pode se transmitir na velocidade da luz, na velocidade dos afetos; não na velocidade da compreensão nem na da transmissão das relações de forças.

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